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Vitaminas e minerais

Vitamina A: Guia Completo para Mulheres 40+

Equipe Integrativa · 03 de agosto de 2026 · 6 min de leitura

A vitamina A é uma vitamina lipossolúvel essencial para a visão, a saúde da pele, a imunidade e a renovação celular. Este guia completo explica que ela existe em duas formas principais (retinol, de origem animal, e carotenoides como o betacaroteno, de origem vegetal), que a recomendação diária para mulheres adultas gira em torno de 700 microgramas de equivalentes de atividade de retinol (RAE) por dia, e que a maioria das pessoas com alimentação variada consegue a quantidade necessária sem suplemento. A partir daqui, você vai entender quando faz sentido complementar, como não exagerar e o que muda depois dos 40.

Para que serve a vitamina A no corpo?

A vitamina A participa de vários processos ao mesmo tempo, e é por isso que ela aparece tanto quando o assunto é visão e pele. Ela é matéria-prima da rodopsina, o pigmento da retina que permite enxergar em ambientes com pouca luz. Por isso, um dos sinais clássicos de deficiência é a dificuldade de enxergar no escuro.

Além da visão, ela regula o crescimento e a diferenciação das células, ou seja, o processo pelo qual uma célula "amadurece" e assume sua função. Isso é importante para a pele, para as mucosas (boca, intestino, vias respiratórias) e para a imunidade, já que essas barreiras são a primeira linha de defesa do corpo contra infecções. A vitamina A também está envolvida na reprodução e na saúde óssea.

Se você quer entender esse mecanismo com mais detalhe, temos um material dedicado a para que serve a vitamina A no corpo. Vale reforçar: ela ajuda o corpo a funcionar bem, mas não é remédio nem "cura" nada sozinha.

Qual a dose diária recomendada de vitamina A?

Para mulheres adultas, a recomendação de referência é de aproximadamente 700 mcg RAE por dia, segundo os valores do Instituto Nacional de Saúde dos EUA. Homens adultos ficam em torno de 900 mcg RAE. Durante a gestação e a amamentação, esses números mudam, e é justamente nessas fases que a orientação profissional é indispensável.

Existe também um limite superior. Para a forma pré-formada (retinol, presente em suplementos e em alimentos de origem animal), o teto para adultos é de 3.000 mcg por dia. Ultrapassar isso de forma crônica é o que traz risco, não o consumo normal de alimentos.

Aqui entra uma diferença importante: o betacaroteno dos vegetais não causa toxicidade da mesma maneira, porque o corpo converte apenas o que precisa. Já o retinol de suplementos em dose alta pode se acumular, porque a vitamina A é lipossolúvel e fica armazenada no fígado.

Quais alimentos são ricos em vitamina A?

A vitamina A pré-formada (retinol) aparece principalmente em alimentos de origem animal: fígado (que é altíssimo, por isso não deve ser consumido em excesso), gema de ovo, laticínios integrais e peixes gordurosos.

Os carotenoides, que o corpo transforma em vitamina A, estão nos vegetais e frutas de cor laranja, amarela e verde-escura. Alguns bons exemplos:

  • Cenoura
  • Batata-doce
  • Abóbora
  • Manga
  • Espinafre e couve

Uma dica prática de absorção: como a vitamina A é lipossolúvel, ela é melhor aproveitada quando a refeição tem alguma gordura. Uma salada de folhas verde-escuras com azeite, ou batata-doce com um fio de azeite, ajuda o corpo a absorver mais. Uma alimentação variada, como reforça a Organização Mundial da Saúde, costuma cobrir a necessidade da maioria das pessoas.

Quem tem risco de deficiência de vitamina A?

No Brasil, a deficiência grave de vitamina A é mais rara na população adulta com boa alimentação, mas alguns grupos merecem atenção. Pessoas com problemas de absorção de gordura tendem a absorver menos vitaminas lipossolúveis. Isso inclui quem tem doenças intestinais, doença do fígado, doença celíaca ou já passou por cirurgia bariátrica.

Dietas muito restritivas, com pouca variedade e quase sem gordura, também aumentam o risco ao longo do tempo. Os sinais de deficiência costumam ser sutis no começo: dificuldade de enxergar à noite, pele mais seca e áspera, mucosas ressecadas e infecções mais frequentes.

O ponto honesto aqui é: esses sintomas se confundem com muitas outras coisas. Ter pele seca não significa automaticamente falta de vitamina A. Por isso, deficiência confirmada é diferente de "eu acho que estou com falta". Se há suspeita, o caminho é conversar com um profissional e, quando indicado, medir.

Por que a vitamina A importa mais depois dos 40?

Depois dos 40, algumas mudanças naturais tornam o cuidado com nutrientes lipossolúveis mais relevante. A digestão e a absorção podem ficar menos eficientes, o uso de alguns medicamentos aumenta, e a pele passa por alterações na renovação celular, um processo em que a vitamina A tem papel.

Isso não quer dizer que toda mulher acima de 40 precise suplementar vitamina A. Quer dizer que vale prestar mais atenção à alimentação e ao conjunto. A vitamina A trabalha junto de outras vitaminas lipossolúveis, especialmente a D, a E e a K2, e o equilíbrio entre elas costuma ser mais interessante do que doses isoladas altas. Se quiser aprofundar essa combinação, veja nossos guias sobre vitamina D3 e K2 e sobre vitaminas para pele, cabelo e unhas.

Vale um lembrete que a gente repete sempre: nenhum suplemento substitui um sistema de cuidado. Comida de verdade, sono, movimento e constância pesam muito mais no resultado do que qualquer cápsula tomada de vez em quando.

Como escolher e usar um suplemento de vitamina A com segurança?

Antes de comprar, três verificações simples. Primeiro, confira se o produto é regularizado e vem de marca séria. A Anvisa explica como saber se um suplemento é autorizado e vale conferir. Segundo, olhe a forma e a dose, evitando estourar o limite superior de retinol somando alimentos e suplementos. Terceiro, considere se um complexo faz mais sentido que a vitamina A isolada.

Para muitas mulheres 40+, um produto que reúne as vitaminas lipossolúveis costuma ser prático. É o caso do Adek Pro, que combina vitaminas A, D, E e K2 em gotas, formato que facilita ajustar a quantidade e tomar junto de uma refeição com gordura para melhorar a absorção. Como é um conjunto, ajuda a manter esse equilíbrio entre as lipossolúveis em vez de focar numa só.

Alguns cuidados são inegociáveis. Se você está grávida ou planejando engravidar, doses altas de vitamina A pré-formada exigem acompanhamento, porque o excesso é preocupante nessa fase. Se usa medicamentos contínuos, tem doença crônica ou suspeita de deficiência, converse com médico ou nutricionista antes. E, sempre que possível, comece pela comida.

A vitamina A é uma peça importante do quebra-cabeça da saúde, não a peça mágica. Use com informação, respeite os limites e trate o suplemento como reforço de um estilo de vida que já é bom por si só.

Da Integrativa, pra isso:

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